uma história de amor que ainda não tem título

quinta-feira, setembro 27, 2012

 Olá leitoras! Bem, não sei se vocês leram a primeira parte do meu livro que eu postei da última vez. Então, vou postar essa parte (que ainda é do primeiro capítulo) por que estou realmente interessada na opinião de vocês. Se não gostarem, podem dizer nos comentários e eu paro de postar ok? Vamos lá então.




  Os dias se passavam e o “depois” que Luiza mencionara nunca chegava. Logo estávamos na sexta-feira e a única coisa que eu sabia sobre Júlia era seu nome, uma das bandas que ela gostava e que ela gostava de romance. Em apenas uma semana ela havia levado pelo menos três livros diferentes para a escola. Ela os lia nas aulas, nos intervalos, na hora da saída, em qualquer momento em que eu olhasse para ela.
  Como Luiza não havia nos apresentado, resolvi arriscar. Então, quando tocou para o intervalo eu fui falar com ela e Júlia, que já estavam a caminho do pátio.
  - Oi Luiza, e aí. – tentei ser o mais casual possível, considerando que havia ensaiado algumas palavras durante toda a semana.
- Oi Pedro. – ela disse sorrindo. – Essa é a Júlia.
  Ela estava com um de seus livros na mão, e só olhou para mim quando Luiza mencionara seu nome.
- Olá. – ela disse com um sorriso tímido no rosto.
- Oi. – eu disse quase ofegante. Sua voz era tão doce, tão suave. E novamente eu não sabia como respirar. – Então... vai ter uma competição de skate no domingo, e eu e os rapazes vamos ao skate park treinar um pouco amanhã. Vocês não querem ir?
- Hm... não sei. Eu vou se você for. – Luiza disse olhando para Júlia.
- Bem, er... eu não sei. – ela disse tímida.
- O Ed vai? – Luiza perguntou curiosa.
- Sim. – eu sabia que ela estava apaixonada por ele, na verdade, todos sabiam menos ele. Então imaginei que fosse um incentivo para ela ir. – ele ia gostar de te ver lá. – eu não estava mentindo, ele também estava apaixonado por ela, todos sabiam menos ela.
- Então eu vou! Vamos comigo Júlia, por favor.
- Ok então. – disse ela sorrindo.
- Vejo vocês amanhã às 14 então?
- Claro. – disse Luiza.
  Então saí de perto delas, mais do que satisfeito. Eu a veria no dia seguinte, e isso seria ótimo. Estava cheio de expectativas.


 Não dormi à noite, como já era de se esperar. Estava ansioso demais para ter sono; um exagero, eu sei.
 A manhã passou se arrastando, como se fizesse de propósito para me deixar ainda mais nervoso.
 Luíza e Júlia chegariam um pouco mais tarde que nós, eu aproveitaria para treinar de verdade, já que não conseguiria me concentrar em nada enquanto Júlia estivesse lá.
 Ed e eu fomos mais cedo que o resto dos garotos.
- Está tudo bem? – indagou ele, curioso – Você parece ansioso.
- Ah, é que a Júlia vem pra cá.
- Sozinha?
- Não, com a Luíza.
 No momento em que eu disse seu nome, ele caiu do skate, quase com a cara no chão.
- Como assim? Quem a chamou? – disse ele, parecendo desesperado.
- Calma garoto! Eu a chamei.
- Por quê?
- Por que eu queria ver a Júlia. E como eu sabia que ela não viria sozinha, chamei a Luíza também.
- Cara, você só pode estar louco. E se ela me vir cair?
- Você não vai cair, Edilson. Vai ficar tudo bem. – eu disse rindo, tentando tranqüilizá-lo.
 Ed não lidava muito bem com isso de “paixão”. Mas acho que no final das contas, ninguém lida. Provavelmente, se fosse ao contrário eu reagiria do mesmo jeito.

Depois que os outros garotos chegaram, treinamos um pouco, até que um anjo entrou no meu campo de visão.
 Não posso descrever o quão linda ela estava esta tarde. Ela sempre era incrivelmente linda mas, tenho certeza que desta vez ela se superou.
 Estava com seus cabelos – que eram uma mistura perfeita de vermelho com laranja, natural – soltos, com alguns cachos angelicais nas pontas; e quando foi chegando mais perto, pude perceber melhor o padrão de suas sardas avermelhadas no nariz e nas bochechas.
 A princípio não reparei no que ela estava vestindo, mas depois pude ver que ela usava outra de suas camisas de bandas do rock dos anos 80 – Motley Crue – da qual nunca ouvi falar, e um short de cintura alta – coisa, que se eu me lembro bem, também se usava nos anos 80 – e seu óculos grande e redondo.
- Ei, vocês vieram! – disse Ed meio nervoso.
- Eu disse que viria. – Luíza disse sorrindo.
- Direto do túnel do tempo. – falei me referindo a Júlia, que riu.
- É, digamos que eu viajo pro futuro.
 Luíza e Ed se afastaram se sentaram em um banco um tanto distante e começaram a conversar.
 Depois de alguns poucos instantes de silêncio eu resolvi falar alguma coisa.
- Então, gosta de classic rock né? Legal.
- Você acha legal? – disse ela surpresa.
- Claro! E não é todo dia que se vê uma fã de Guns N’ Roses por aí.
- Definitivamente! A maioria das pessoas nem sabe o que é.
 Veja bem, eu não sou fã de classic rock e tudo mais. As únicas coisas que eu sabia em relação a isso, era que eu havia pesquisado na internet depois de ver algo sobre no perfil dela no Facebook.
 Para minha sorte, ela não me fez perguntas. Apenas, ingatamos em uma conversa sobre o Guns N’ Roses – que graças a Deus eu já conhecia – com ela falando na maior parte do tempo.
 Ela era incrível.
- Eu tenho todos os DVD’s dos shows gravados em 1992 – disse ela orgulhosa.
- Até o Live In Tokyo? – eu disse torcendo pra que fosse realmente de 1992.
- Claro, é o meu preferido! – ela disse animada – se você quiser pode ir assistir lá em casa.
- Eu adoraria.
- Nós chamamos o Ed, daí a Luíza vai querer ir também. É perfeito!
- Você já sabe? Digo, deles dois?
- Ah ta, como se ela falasse de outra coisa.
- Como se ele falasse de outra coisa. – eu ri.
- Ele gosta dela?
- Desde o primeiro dia em que a viu. – senti o peso daquelas palavras, me identifiquei. Aquilo ficara pessoal.

 Conversamos sobre os livros que ela lera, e os que pretendia ler, - em ambas as listas havia pelo menos 40 livros, o que não me surpreendeu.
 Ela lia ao menos um livro a cada três dias. Dissera que ler era sua atividade favorita – depois de comer bacon, é claro.
 Descobri coisas sobre ela que me fizeram adorá-la ainda mais. Ela tinha um cachorro pug – minha raça preferida – chamado Steve, em homenagem ao baterista da formação clássica do Guns N’ Roses, - sua banda preferida - Steven Adler; ela adorava zumbis – já havia visto, assim como eu, todos os filmes de Resident Evil e todas as temporadas de The Walking Dead; adorava True Blood, e tinha todos os livros e os boxes das temporadas – o que me matou de inveja. Ela gosta de terror, sangue, zumbis, mortes, – principalmente as nojentas – e por outro lado ela ama pandas, unicórnios, flores e Taylor Swift.
- Você é louca! – eu disse rindo – Como você pode gostar de zumbis e unicórnios ao mesmo tempo?
- Eu sei! – ela riu – Eu não sei explicar, eu só... sou assim.
 Falamos sobre os esportes que eu praticava – skate, surf e futebol – e ela se entusiasmou quando eu falei de skate, dizendo que sempre quisera aprender. Eu claro, me ofereci para ensiná-la, e ela aceitou.
- Se quiser, eu te ensino agora. – eu disse me levantando.

 Então, o que acharam? Espero que tenham gostado. Até o próximo (ou não), depende de vocês. Beijos, lili :3

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2 comentários

  1. amorrrr que perfeito! quero entrar nesse texto pode? lelusantos.blogspot.com.br

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